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PERTENCIMENTO E TERRITORIALIDADE

há 12 horas
2 min de leitura

Artista e fotógrafa Emilly Nery fala sobre pertencer a um território através de fotografias pessoais



Sobre a Obra


"Salvar um momento no tempo". É assim que Emilly Neri enxerga a fotografia e percebe que tudo está em constantes mudanças, que são captadas por suas lentes. Emilly fotografa de tudo um pouco. Desta vez, compartilha com Periféricos um pedaço de sua própria história: um território que faz parte de sua formação enquanto pessoa, atravessado por afetos, memórias e pertencimento. Itabaiana, sua cidade natal, é o cenário e, ao mesmo tempo, parte da narrativa que Emilly constrói por meio da fotografia.

 

Por meio de algumas fotografias ela trás a agitada feira da cidade e a tão conhecida Serra de Itabaiana. Entre a calmaria da serra  e o agito da feira, Emilly se encontra e se vê parte de todo aquele universo e consegue colocar todo esse sentimento de pertencimento em destaque através de cada fotografia. Com esses registros ela quer lembrar  a importância de preservar esses espaços, pois isso também é preservar a nossa história, cultura e as próximas gerações.


"Minha ligação com a Serra de Itabaiana é de afeto e pertencimento. É um lugar onde gosto de estar, de caminhar e observar a natureza em cada detalhe. Meu avô já escrevia sobre a serra, e sinto que, de alguma forma, hoje continuo essa história através da fotografia. Enquanto ele registrava esse lugar pelas palavras, eu escolhi registrá-la pelas imagens." conta. 


A jovem  também diz que a serra é muito mais do que mostrar uma paisagem. Para ela, é uma forma de preservar parte de sua própria história, da história de sua família e de todos os itabaianenses que carregam orgulho e pertencimento ao território onde vivem. Em suas imagens, Emilly busca mostrar que uma das maiores riquezas que temos está justamente na terra e na natureza que nos cercam.


No que diz respeito à feira, a perspectiva é igual. O registro desse espaço também fala sobre a importância de pertencer a um território e sobre como a feira da cidade integra a identidade de seu povo. “Na doideira ou na calmaria, a feira é espelho do povo. E no meio dela, a gente se vê, se perde e se encontra." explica, Emilly.





Mini Bio



Emilly Nery é uma artista independente e desenvolve trabalhos autorais a partir do seu olhar sobre a memória, a história, o território e as relações humanas. Encontra na fotografia uma forma de registrar e preservar histórias, pessoas, lugares e paisagens, buscando perceber as singularidades presentes em diferentes territórios. Seu trabalho nasce do desejo de documentar o que lhe atravessa e transforma essas experiências em narrativas visuais.




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